Hoje vou adormecer com o meu rancor para o deixar arrefecer, para que pare de me magoar porque me magoaram, para esquecer o que me dizem e para me encontrar quando me perco.
É habitual sermos aliciados para dizer o que não queremos, fazer o que não nos apetece e fundamentalmente sermos o que não somos, mas nunca me apeteceu ser uma marionete, opto por viver a minha vida, moldá-la aos meus sonhos, plantando uma (se calhar) inútil esperança, regando as minhas fantasias e aumentando a distância entre eu e o mundo que tanto me perturba.
A minha oportunidade áurea já passou e confesso-me verdadeiramente sentida. Aguardo uma outra! Na soleira da porta que muda o meu mundo eu espero-a ansiosamente, todos os dias, vendo o que não vejo e entregando-me ao mundo dos sonhos esperando a consideração que me foi negada neste áspero mundo da realidade.




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